Arquivo mensal: Dezembro 2014

Análise de Partes Interessadas: Matriz de Poder/Influência-Interesse

Um colega meu recentemente comentou comigo sobre o desafio de criar um plano de gerenciamento de um grupo enorme de partes interessadas. Eu achei essa questão bem interessante, então eu resolvi compartilhar a minha sugestão aqui no blog, porque ela pode ser a duvida de outras pessoas.

Um plano de gerenciamento de partes interessadas combina vários elementos, entre eles a definição, identificação e análise das partes interessadas em um projeto ou programa assim como um plano de ações para gerencia-los. Alguns planos se limitam a identificar os indivíduos, mas eu penso que sem ações definidas, não podemos chamar esse documento de um plano.

Basicamente, com um grande número de partes interessadas, a análise se um tanto quanto assustadora, numa primeira instância. Então você precisa de alguma forma agrupar essas partes interessadas e também agrupar as ações associadas ao seu gerenciamento por tipos. A padronização de ações vai reduzir o esforço necessário para se gerenciar um grupo muito grande de indivíduos.

Existem alguns modelos para ajudar isso, mas eu vou focar em um bem simples e em seus desdobramentos.

Um modelos muito usado (que talvez seja o mais famoso) é a análise de Poder e Interesse (Mendelow’s matrix). Na análise de Poder e Interesse, você divide as suas partes interessadas em quatro grupos. O modelo recomenda um tipo específico de tratamento para cada um desses grupos.

Preenchida a matriz, para cada grupo, você vai definir no seu plano de gerenciamento de partes interessadas uma série de ações que irão materializar o tipo de tratamento recomendado para o grupo. A maioria dessas ações você vai posteriormente detalhar no seu plano de comunicação.

Similar a esse modelo, existe modelo o de Poder e Influência, que basicamente funciona do mesmo modo, mas substitui interesse por influência.

Existe ainda outro modelo que combina poder e influência na mesma coluna e analisa interesse separadamente (Eden e Ackermann, 1998).

Stakeholders Analysys

Partindo desses modelos, você pode adicionar outros critérios de priorização intra-grupos, se achar necessário. O mais importante é que baseado nos critérios de análise, como sugerido pelos modelos acima, você use 4, 6 ou qualquer outro número de tipos de tratamento padrão para definir em linhas gerais como você pretende tratar cada grupo de indivíduos. O importante é adotar um modelo e usar um conjunto padrão de critérios para classificar as partes interessadas.

O próximo passo seria detalhar as ações propostas para o gerenciamento de cada grupo no documento do plano de gerenciamento de partes interessadas. O ultimo e mais importante passo seria adicionar essas ações ao plano de comunicações e consequentemente ao cronograma do projeto (porque é lá que elas vão acabar sendo controladas na prática).